Transição Socialista

Não à agressão dos EUA Na Venezuela!

Os EUA invadiram a Venezuela, bombardearam áreas da capital Caracas junto com outras bases militares, e sequestraram Maduro e Cilia Flores. Trata-se de uma agressão imperialista no continente sul-americano.

Quais os interesses de Trump? Os EUA já são os maiores produtores de petróleo no mundo e quase autossuficientes na matéria. Sob Maduro, já compravam a commodity da Venezuela a preços baixos. É mais provável que o interesse do presidente norte-americano esteja vinculado a questões geopolíticas e, principalmente, à necessidade de contornar sua crise interna de legitimidade, que apenas se agrava (por exemplo, com as notícias sobre exploração sexual e pedofilia de Jeffrey Epstein).

O fato de Nicolás Maduro ser um ditador bonapartista, ilegítimo e corrupto não nos exime de repudiar a ingerência dos EUA sobre a pequena nação caribenha. Acertar as contas com Maduro é um problema da população trabalhadora venezuelana. Se não for ela quem o fizer, nada será resolvido dos problemas de fundo e reais da esmagadora maioria do país. 

O sofrimento do povo venezuelano já era grande demais com Maduro. Por causa dele e do chavismo, 1/4 da população do país foi obrigada a imigrar nos últimos 9 anos. O fato é que Maduro e o chavismo tornaram a sua nação mais fácil de ser invadida pelos EUA, pois a maioria da população legitimamente odeia o “presidente” e se sente humilhada demais, pelas próprias forças internas, para realizar uma resistência anti-imperialista. 

Já nos últimos meses ficava claro que Maduro, com seus discursos de paz, não prepararia resistência alguma. Ele já havia dado aos EUA o sinal de que capitularia. Agora discute-se até que ponto a rendição de Maduro foi preparada em acordo com os EUA. 

A política de Maduro andou de mãos-dadas com a necessidade de Trump de fazer show televisivo no planeta e nos EUA. 

Os EUA, dado o caráter aventureiro da política de Trump, talvez não tenham um fantoche consistente para colocar no lugar de Maduro. Uma crise pode se abrir no chavismo e a Venezuela pode ser tragada para um vazio de poder ainda maior. Nessa situação, a única saída real passa pela criação de um poder popular dos trabalhadores.

Fora EUA da Venezuela, já!
Criar o poder popular!