As centrais sindicais prometeram um dia histórico, mas – sobretudo CUT, Força e UGT – boicotaram a paralisação unificada de 14 de junho contra a reforma da previdência. Ser a favor da reforma é ser a favor de que os trabalhadores trabalhem até mais tarde e de que no médio […]
O balanço geral do dia 14, infelizmente, é de enfraquecimento, impotência e mesmo derrota pontual de qualquer movimento que prometa o futuro político do país. Saiu traída boa parte da classe operária do principal polo industrial do país, que perdeu um dia de salário.
Os atos de apoio a Bolsonaro foram ainda grandes, mas muito menores do que se poderia esperar após uma eleição que pôs, enfim, um freio ao poder do PT, partido que tanto ódio despertou na população trabalhadora. Mesmo com a queda do PT, os interesses dos patrões continuaram no poder […]
O governo Bolsonaro está de plantão médico para atender os empresários. Em junho vai lançar decreto que reduzirá 90% das Normas Regulamentadoras (NRs) de segurança e saúde no trabalho! O intuito é diminuir o custo que os patrões têm com suas máquinas e peões. Se a peãozada já se ferra […]
Abaixo, relato de operário de São Bernardo aO Corneta sobre medida do governo que reduz as normas que regulamentam segurança e saúde do trabalhador O Bolsonaro quer reduzir 90% da NR’s sendo que nem 5% delas são cumpridas dentro das empresas. A maioria das NR’s a gente tem que lutar […]
O governo Bolsonaro perdeu bastante força no último mês, mas, paradoxalmente, encontrou estabilidade que não via há tempos na última semana e meia. Quanto mais forte for a demonstração de força dos trabalhadores brasileiros no dia 14/06, maiores serão nossas chances de derrotar este governo.
Apesar de não desprezíveis, os atos bolsonaristas expressaram a fraqueza do presidente. A resposta popular, em ondas, será crescente contra Bolsonaro. Este agora caminhará cada vez mais para o enfraquecimento e queda.
BALANÇO E PERSPECTIVAS | Após os grandes atos do dia 15/05, que fazer? É hora de seguir a luta contra os cortes, contra a reforma da previdência, contra Weintraub e contra Bolsonaro. Mas como fazer esta luta histórica se voltar ao futuro, e não ao passado? Como impedir que os petistas tomem o movimento?
O novo decreto de armas de Bolsonaro parece indicar que ele cria uma narrativa para cair. As próximas semanas, sobretudo graças à juventude, serão decisivas para selar o seu destino. Ainda é especulação, mas talvez ele opte por copiar a carta de Jânio e deixar a bucha da previdência pro Mourão.
A reforma da previdência passou com folga na CCJ da Câmara dos Deputados. Mas a traição das centrais é tão grande que é possível perguntar qual o interesse delas na reforma! A próxima “mobilização” será um showmício no feriado!