O fato de Nicolás Maduro ser um ditador ilegítimo e corrupto não nos exime de repudiar a ingerência dos EUA. Maduro e o chavismo tornaram a sua nação mais fácil de ser invadida pelos EUA, pois a maioria da população legitimamente odeia o “presidente”. Já nos últimos meses ficava claro que Maduro não prepararia resistência alguma. Ele já havia dado aos EUA o sinal de que capitularia. Agora discute-se até que ponto a rendição de Maduro foi preparada em acordo com os EUA.
Já entramos, neste momento, no mais novo capítulo do eterno retorno ao processo de chantagem política que nos assola nas últimas décadas: o PT pedindo voto contra um suposto “mal maior” e assumindo, mais uma vez, sua única identidade restante para fins de propaganda, a de “mal menor”.
O PSTU naufragou neste pleito. Seus resultados foram muito menores do que nos últimos anos e sua política no segundo turno foi capitulacionista. Tais problemas, expressões agudas da falta de programa revolucionário, demarcam que o PSTU não terá protagonismo na futura reorganização dos revolucionários.
O vídeo ministerial revelou um governo desesperado. Hoje, certamente, o desespero é maior, pois comprovou-se o crime de Bolsonaro (agora abertamente acobertado no delito por Generais). Para alguns, caminhamos para um “golpe” fascista ou bonapartista. Será?
A social-democracia e o stalinismo populista de Maduro, Kirchner, Ortega, López Obrador, o castro-chavismo em geral e seus seguidores pseudo-trotskistas em nível mundial, teimam em dizer que há um golpe de Estado na Bolívia. Essa política não faz outra coisa senão capitular ao pró-imperialista Evo Morales, uma das variantes da burguesia.
Evo tentou dar um golpe e se deu mal, desatando uma revolta social incontrolável. O exército e a polícia não reprimiram porque temeram lançar o país numa guerra civil. Evo caiu sem apoio. O evento comprova a completa falência da dita “esquerda” do continente, amarrada ao assassino Evo até o fim.
Como sempre, tudo o que o PT fala revela o contrário do que faz. Seu artifício é velho: esconder o próprio crime acusando os adversários de fazer o que ele mesmo faz. A melhor defesa é o ataque.
A nossa “esquerda” inventa desculpas esfarrapadas para não defender a prisão de Lula: 1) não há provas; 2) “golpe”; 3) ditadura do judiciário; 4) a condenação no TRF4 foi antecipada; 5) Lula tem o “direito democrático” de se candidatar…
Texto do antigo Comitê Internacional da Quarta Internacional, escrito em 18 de Setembro de 1973 1. Introdução Relembramos agora os eventos que levaram o general chileno Augusto Pinochet ao poder em 1973. O golpe no Chile foi um dos episódios mais trágicos que resultaram das ações do stalinismo e do […]