O Senado da Argentina aprovou, no último dia 27 de fevereiro, a reforma trabalhista encaminhada pelo governo de Javier Milei. Em um dos ataques mais ferozes contra o proletariado argentino nas últimas décadas, o presidente faz jus ao mote de sua campanha eleitoral e passa não uma faca, mas sim […]
No dia primeiro de julho, entregadores de diversas cidades do Brasil paralisaram para enfrentar as condições de trabalho precárias impostas pelas empresas de aplicativo. Como parte do esforço de apoio da mobilização, a TS entrevistou Maxi, entregador argentino organizado na FIT. Ainda que mantenhamos diferença com esses companheiros, aproveitamos a nova paralisação do último dia 25 para divulgar o texto da entrevista, pois o avanço da luta é de interesse de todos nós trabalhadores.
A confusão continua reinando em setores da “esquerda” que, em meio à crise, defendem que o governo faça um “decreto” garantindo a estabilidade nos empregos. É cópia do que os burgueses argentinos já fazem – e a medida se revela, no final das contas, contrária à classe trabalhadora.
Veja a saudação da Transição Socialista ao Primeiro de Maio da organização Razón y Revolución (Argentina)
Reproduzimos convocatória da I Jornada Internacional “A esquerda ante a crise mundial”, iniciativa dos companheiros argentinos da Razón y Revolución. Trata-se de evento voltado à praxis revolucionária, ou seja, à discussão para intervenção socialista no presente.
Sob o influxo das lutas que estão acontecendo, a TS produziu série de postagens sobre a dualidade de poder: o processo de constituição de um poder paralelo pelos trabalhadores, contraposto ao poder oficial do Estado burguês, com as formas de luta e as formas organizativas forjadas pelos próprios trabalhadores na luta pela sua emancipação.
Os peronistas voltaram ao poder porque: 1. não há partido de esquerda na Argentina; 2. souberam trabalhar as contradições de Macri. A “esquerda” de oposição ao peronismo faliu historicamente, e o bonapartismo se apresenta como bombeiro do continente
O resto do mundo já dá sinais de nova tempestade econômica. Isso porque aqui, no Brasil, nós mal saímos de um ciclo de demissões, rebaixamento de salários, calotes e quebradeira nas fábricas. A marolinha de Lula era uma onda gigante. A barragem rompeu em 2014 e continua afogando o peão! […]
A eleição primária argentina tem grande importância para toda a AL. Não porque indica um “retorno da esquerda” ao poder. Cristina é a mesma coisa que Macri. Mas sim porque indica o fortalecimento dos oportunistas que controlam a classe operária fingindo ser de esquerda. Ou seja: indica que a esquerda revolucionária segue impotente no continente.
Aproveitamos o ensejo das eleições primárias na Argentina (próximo dia 11), para publicar um texto dos companheiros da organização política argentina Razón y Revolución. O texto, longe de esclarecer apenas sobre a situação argentina, permite muitas analogias com a atuação da “esquerda” no Brasil.