Esta é a segunda parte do texto de crítica ao programa eleitoral apresentado pelo PSTU nestas eleições. Nesta segunda parte, trataremos detalhadamente das propostas de curto prazo apresentadas pelo PSTU para uma “gestão socialista”
O PSTU lançou há poucos dias dois materiais para orientar suas campanhas eleitorais municipais. Comentaremos detalhadamente as posições aí apresentadas e buscaremos demonstrar como são contrárias às formulações clássicas do marxismo. Como a crítica necessita ser detalhada, a dividiremos em três partes. A primeira trata de concepções mais gerais, sobre estratégia comunista.
Nas cidades em que atuamos, nós, da Transição Socialista, orientamos nossa militância a votar nos candidatos do PSTU. Recomendamos também todos os que nos acompanham, leitores e companheiros de caminhada, a fazerem o mesmo.
As 2500 demissões na EMBRAER são um sinal claro do que o capitalismo reserva aos operários brasileiros na gigantesca crise que se abre. Companheiros do PSTU: é hora de desengavetar o Programa de Transição!
As prévias do PSOL confirmaram o que anunciamos em 2018: com Boulos se cristalizou o rumo ao oportunismo e à lógica parlamentar-petista. Os lutadores honestos deveriam sair do PSOL, em vez de dar cobertura de esquerda ao oportunismo. Chamamos os lutadores à discussão por uma nova organização política nacional.
Todas as sumidades intelectuais do país estão sendo convocadas para responder à questão, à pergunta de um milhão de dólares, mas preferem crer em fascismo da Regina Duarte, golpe e duendes, ou colocar a culpa no “povão”…
PSTU e CST-PSOL capitularam na crise boliviana, dando declarações duplas ou contraditórias. Na prática, terminaram apoiando o setor capitalista de Evo, amplamente odiado pela população trabalhadora. O fato é um alarme para a vanguarda da classe trabalhadora brasileira.
A adaptação do PSTU, em seu trabalho sindical, à burocracia e ao “sindicalismo de resultados”, levou a uma derrota histórica dos trabalhadores na GM de São José dos Campos. Todavia, o PSTU se nega a reconhecer abertamente a derrota, e mantém-se afastado do verdadeiro programa de luta, o programa revolucionário, o Programa de Transição.
A queda de Maduro é o ponto de partida para desatar contradições ainda maiores, onde pode se ampliar a luta dos trabalhadores. Nenhum problema da classe trabalhadora venezuelana pode ser resolvido hoje sem passar por sua derrubada. Do contrário, as massas trabalhadoras ficarão desmoralizadas e melindradas. A aliança com a oposição burguesa a Maduro deve ser apenas pontual, nas ruas: bater juntos, marchar separados. A hora dessa oposição inconsistente também chegará.
A esquerda radical brasileira, CST-PSOL e PSTU, deixou-se impressionar pela pressão histérica da pequena-burguesia e da esquerda de butique. Agora, recobre tal posição capituladora ao PT com frases esquerdistas…