Três anos após o 8 de janeiro de 2023 – o dia em que uma turba desclassificada bolsonarista tentou tomar os três poderes e não encontrou resistência policial – ainda temos de debater o tema do golpe de Estado e a posição de revolucionários frente aos perigos da conjuntura. Como classificar a aventura bolsonarista? Como Marx, em sua época, se posicionou frente a um golpe de Estado? Quais os maiores riscos políticos para os revolucionários na atual conjuntura?
Bolsonaro tentou um golpe de estado? É importante afirmar antes de tudo que sim, Bolsonaro tentou articular um golpe de Estado ao final de seu mandato como presidente. Quando assumiu já mencionava, às vezes de forma mais direta e às vezes menos, a possibilidade de uma mudança autoritária de regime […]
Com todo tipo de manobra parlamentar, o Senado seguiu a Câmara dos Deputados e aprovou o PL da Dosimetria, permitindo a progressão mais rápida da pena aplicada a Bolsonaro e sua claque de generais e financiadores que articularam a tentativa de golpe de Estado. Como já mencionamos em nota anterior, […]
Diante do tarifaço de Trump e dos tiros no pé da família Bolsonaro, a popularidade de Lula voltou a crescer, embalada pelo discurso patriótico, após importante período de desconfianças. A despeito do recente fôlego, quais as bases econômicas da baixa popularidade de Lula até então? Por que a popularidade de Lula estava baixa até Bolsonaro vir salvá-lo? O recente aumento de popularidade tem consistência e atende aos interesses da classe trabalhadora? A Transição Socialista analisa a situação para além dos discursos de ocasião.
Ver PDF aqui. Passados seis meses que o Governo Lula-Alckmin ascendeu ao poder, não existem mais dúvidas de que se trata de um governo capitalista, inimigo dos trabalhadores. Aos que ainda alimentavam alguma ilusão no Governo Lula-Alckmin, nos resta apresentar a realidade que se impõe: a manutenção da Reforma Trabalhista […]
Dez anos após as jornadas de junho de 2013 sobram falsificações a respeito daqueles eventos. Há no interior da autointitulada “esquerda” um intenso debate acerca da relação entre aqueles acontecimentos e toda crise política que teria se sucedido na década seguinte. O PT e seus satélites, vítimas de primeira linha […]
“Toda ciência seria supérflua se houvesse coincidência imediata entre a aparência e a essência das coisas”, nos ensina Marx em sua obra teórico-programática, O Capital. Mas tal fundamento parece passar mais uma vez despercebido pela dita esquerda revolucionária brasileira, que continua a tomar a aparência imediata dos fatos por sua essência.
A nosso ver, pouco resta para um balanço do segundo turno eleitoral que já não tenha sido dito ao final do primeiro. Aqui, portanto, reforçaremos elementos anteriores, com destaque para o fetiche da democracia e o papel da nossa “esquerda socialista” na manutenção da ordem institucional. Quem ganhou a eleição? […]
Desde a campanha eleitoral de 2018, quando Jair Bolsonaro derrotou Fernando Haddad, ganhou força entre as diversas organizações de esquerda do país a opinião de que a “democracia havia dado lugar ao fascismo”, ou de que “a ditadura militar de 1964 retornava”. Na imprensa e até mesmo na academia, não é difícil ouvir falar de uma “escalada autoritária e golpista” do atual presidente e da sua corja miliciana. Diante do quadro de corrupção desenfreada, de descaso com as mortes pela COVID-19 e de silenciosos ataques aos trabalhadores brasileiros, inúmeros revolucionários honestos se levantaram para combater o bolsonarismo sob a bandeira “antifascista”.
Analisamos o que está por trás dos resultados eleitorais de Lula e de Bolsonaro no 1º turno. Ainda que o presidente tenha mostrado resiliência (cujos motivos explicamos), é exagerado dizer que houve uma “onda bolsonarista”, como em 2018. Também o PT mostrou bastante força nesta eleição. Já a chamada “esquerda socialista”, faliu miseravelmente.